Elizabeth Titton
A escultora Elizabeth Titton, nascida sob o signo da natureza, à Rua dos Ipês, em São Paulo, filha de pais mineiros que valorizavam a arte e a cultura, apresenta ao público sua mais recente criação: MUIRAPIRANGA. A escultora homenageia a natureza por meio de seus monumentais portais e obeliscos de aço cortem, cortados a laser. As 21 obras, que variam de 1 a mais de 4 metros de altura, impactam o observador por sua originalidade, beleza e significado. Peixes, pássaros, flores e folhas, nuvens e estrelas são os personagens da mostra que povoam o imaginário da artista desde a sua infância, vivida em meio à natureza, a jardins e bibliotecas cheias de livros sobre arte, poesia, entre os quais a importante experiência do disco “O Pequeno Príncipe”, narrado por Paulo Autran e outros grandes artistas, que aprofundou ainda mais a sua paixão por flores e estrelas. MUIRAPIRANGA, o nome da obra, é um tributo às árvores e, em especial, à árvore amazônica também conhecida como pau-rainha, de nome científico Brosimum paraense/Brosimum rubescens, cuja madeira vermelha nos remete à cor da ferrugem das esculturas oxidadas. Além de valorizar e homenagear a natureza com seus “arcos do triunfo”, Titton – que foi diretora do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, nos anos 80, e professora do curso superior de escultura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, por 16 anos, na cidade de Curitiba, onde vive desde os 8 anos de idade – comprometida com a educação, nos alerta sobre a crescente incapacidade de experimentarmos e enxergarmos o mundo em que habitamos, levados que somos pela tecnologia a um mundo virtual, cada vez mais focados nas ”telinhas”, em detrimento do mundo vivido. De forma a aproximar as experiências proporcionadas pelas obras grandes ao dia-a-dia do espectador, a artista criou miniaturas. Medindo 40 cm de altura, em sua maioria, as pequenas Muirapirangas permitem vivenciá-las em todos os seus detalhes. Produzidas industrialmente, da mesma forma que suas irmãs maiores, as pequenas nos fascinam por sua poesia e delicadeza. Cativam o nosso espírito e nos transportam para o universo de onde vem: o universo mágico da mitologia dos povos originários das matas brasileiras. A arte deve ser fruída, antes de ser pensada. A escultora Elizabeth Titton nos convida a voltar ao mundo vivido, em uma experiência estética que parte do mergulho de nossos corpos na sua floresta de aço.

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