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Arthur Nisio

Artur Nísio nasceu em Curitiba, em 1906. Aos 17 anos, com recursos de uma bolsa de estudos, retornou a Porto Alegre para cursar o Instituto de Belas Artes do RS. Em 1924, retornou a Curitiba e tornou-se aluno do ateliê de Lange de Morretes. Entre 1925 e 1927, frequentou também o ateliê de João Turin, como aluno de modelagem e escultura.

No período de 1º a 16 de maio de 1928, realizou sua primeira exposição individual. A ela compareceram o então governador Dr. Afonso Camargo, que se encantou com as obras e o talento de Nisio. Devido ao sucesso da exposição, obteve dos governos estadual e municipal, subvenção para seu aperfeiçoamento na Europa. Nisio embarcou para a Alemanha.

Naquele país, frequentou curso especial de desenho de animais com Max Bergmann. Aceito pela Academia de Belas Artes de Munique, teve aulas com o mestre Angelo Jank, especialista em pintura de animais, em nível superior.

Em 1931, ainda como aluno, expôs sua arte no Grande Salão Anual da Alemanha (Glaspalast). Finda a subvenção, continuou estudando por conta própria por mais sete anos, na escola do Professor Max Bergmann, especializando-se em animais em composição. Estudou, ainda, figuras, nus, paisagens e natureza morta.

Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, enfrentou momentos sombrios na Alemanha. Nísio chegou a ser interpelado pela Gestapo, sendo obrigado a enviar cinco obras para análise, com posterior autorização para continuar seu trabalho.

Durante os anos de 1938 e 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, expôs, em conjunto com outros artistas, em vários salões, inclusive no de Baden-Baden, de renome internacional.

Casou-se em 5 de outubro de 1940 com Katharina Nísio e, estimulado pela esposa, compôs excelentes trabalhos, que foram todos perdidos quando se viu obrigado a sair de Munique às pressas, em virtude dos intensos bombardeios. Em 1942, nasceu a única filha do pintor, Gudrun. Em 1943, foi obrigado a abandonar a arte e convocado a trabalhar na lavoura.

Em 12 de dezembro de 1944, o artista abandonou tudo rapidamente para salvar sua esposa e filha, indo para o sul, em Haimhausen, onde permanece até o fim da guerra. Nesta movimentação, perdeu todo o patrimônio amealhado em 18 anos de permanência na Europa.

Em seguida, conseguiu transferir-se com a família para a França, onde viveu por quase um ano num campo de refugiados. Em Paris, vendeu seu sobretudo para comprar pincéis e tintas, onde pintou de tudo, em cima de lençóis. Chegou a receber oferta para trabalhar com desenho de joias, mas recusou. Seu único desejo era voltar ao seu país de origem, o Brasil.

O tão sonhado retorno se deu em 1946. Embora sem as conquistas materiais, dispunha de um talento inato. Auxiliado pelos pais, irmãos e amigos, manteve-se no campo das artes.

Participou da fundação da Belas Artes do Paraná e, em 1964, foi nomeado professor da cadeira de Modelagem. Assumiu também o lugar de Guido Viaro, que se aposentara, na cadeira de Desenho de Modelo Vivo, onde lecionou por um bom tempo.

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